5 de agosto de 2021

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Dívida de Cuba e Venezuela no BNDES chega a R$ 3,5 bilhões

Montante é referente a empréstimos concedidos pela instituição para o financiamento de obras nos dois países durante os governos petistas.

Publicado 4 horas atrás 

em 05/08/2021

Por Redação Capitalist

Países como Cuba e Venezuela devem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a quantia de R$ 3,539 bilhões, cerca de US$ 682 milhões.

O montante é referente a empréstimos concedidos pela instituição para o financiamento de obras nos dois países durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Na ocasião, os valores concedidos atingiram o montante de  R$ 10,9 bilhões, algo em torno de US$ 2,1 bilhões.

Para justificar as concessões, os governos petistas declararam que os investimentos no exterior abririam oportunidades para empresas brasileiras. Porém, o que se viu foi o contrário.

O programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia beneficiou somente as construtoras brasileiras envoltas em esquema de corrupção, assim como os países de esquerda aliados aos governos de Lula e Dilma.

Apesar de o programa ter sido criado em 1998, o maior volume de desembolsos ocorreu no período entre 2007 e 2015, sendo 88% do total de R$ 54,5 bilhões (US$ 10,5 bilhões).

Ao todo, foram realizadas obras em 15 países, por meio de 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para o pagamento dos financiamentos pelos países. O maior prazo foi para Cuba, que tem até 25 anos para devolver o empréstimo usado no projeto do Porto de Mariel. Já para a Venezuela foi concedida a menor taxa de juro, com percentual de 1,2%.

Para o caso de novos atrasos, especialistas destacam que os acordos contam com diversos tipos de garantia para evitar calotes. “Essas operações têm seguros nos contratos e trazem várias alternativas, como a execução das empresas locais para honrar os débitos, seguro de crédito às exportações e garantias para firmar a operação”, destaca o economista Alessandro Azzoni, que elenca o FGE como uma medida extremamente eficiente.

De acordo com o site do BNDES, Cuba recebeu R$ 3,4 bilhões (US$ 656 milhões) em desembolsos e apresenta saldo devedor de R$ 2,3 bilhões (US$ 447 milhões). No caso da Venezuela, o desembolso foi de R$ 7,8 bilhões (US$ 1.506 bilhão) e o saldo devedor é de R$ 1,2 bilhões (US$ 235 milhões).