Querem desestabilizar a economia

Querem desestabilizar a economia

“Querem desestabilizar a economia” em nome do poder, diz Hang sobre combustíveis

Por Tribuna de Brasilia

Conhecido por sua marca visual, sucesso comercial e habilidade de comunicação, o empresário Luciano Hang saiu em defesa do governo Bolsonaro, do qual é um ferrenho apoiador, ao comentar o questionamento de um internauta sobre o aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis no país.

“Tá mas e a gasolina? (sic)”, comentou um internauta sobre uma postagem feita pelo presidente Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo, por sua vez, respondeu: “Tá, mas quanto é o ICMS do seu governador? O litro da gasolina custa R$ 1,95 da refinaria”.

Ao compartilhar um print da resposta do presidente, Hang argumentou dando a entender que o aumento dos preços dos combustíveis seria fruto de uma tentativa de desestabilização econômica do país, a fim de prejudicar o atual governo.

“Querem desestabilizar a economia brasileira única forma de conquistarem o poder. Tentaram os lockdowns não deu certo agora pregam o terror com narrativas infundadas, mas precisamos colocar a mão na consciência e ver quem são os verdadeiros culpados”, afirmou o empresário.

Qual é a verdade?

Não é fácil cravar quem realmente é o verdadeiro culpado pelo aumento dos preços dos combustíveis, pois nesse quesito analistas financeiros possuem algumas divergências. Na visão do presidente Bolsonaro, a culpa é da cobrança do ICMS feita pelos governadores nos estados.

“Se está R$ 6 ou R$ 7 o litro, o que é um absurdo, e o imposto federal na casa dos R$ 0,70, vamos ver quem está sendo o vilão nessa história. Não é o governo federal”, sustentou Bolsonaro na última quarta-feira (19/8).

De fato, a alíquota do ICMS, que é estadual, varia de acordo com o local, mas representa em média 78% da carga tributária sobre álcool e diesel e 66% sobre a gasolina, segundo um levantamento feito pelo portal Metrópoles. Entretanto, ainda segundo o portal, especialistas ouvidos pelo editorial afirmam que o verdadeiro vilão não seria o governo federal, nem os estaduais, mas sim o aumento do dólar devido a fatores externos.

“O dólar é o grande vilão da alta do preço da gasolina. Mesmo com o preço do petróleo internacional tendo caído recentemente, a alta da moeda americana faz com que a Petrobras não consiga repor os preços”, afirmou o economista-chefe da Infinity, Jason Vieira.

O aumento do dólar, por sua vez, ocorre devido a múltiplos fatores, que vão desde a incerteza sobre a política monetária dos Estados Unidos aos desdobramento dos atuais conflitos geopolíticos que ocorrem no Afeganistão, com a retomada do poder pelo Talibã.

A Petrobrás, por sua vez, que importa parte do petróleo utilizado para a fabricação do combustível nacional, também publicou em seu site oficial uma explicação sobre o aumento dos preços:

“Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”, diz a empresa. “Essa lógica se aplica a outros tipos de commodities nas economias abertas, onde é possível importar e exportar como, por exemplo, trigo, café, metais, etc.”.

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