O socialismo fabiano é a ideologia por trás de todos os movimentos social-democratas da atualidade, em especial o brasileiro. Fundada exatamente no ano da morte de Marx com o intuito de promover as idéias do filósofo alemão por meio do gradualismo, a Sociedade Fabiana almejava “condicionar” a sociedade por meio de medidas socialistas disfarçadas.

Ao atenuar e minimizar seus objetivos, a Sociedade Fabiana tinha o intuito de não incitar os inimigos do socialismo, tornando-os menos combativos. No linguajar fabiano, impostos são “contribuições”; gastos do governo são “investimentos”; donos de propriedades são “elites”, “reacionários” e “privilegiados”; “mudança” significa “socialismo” e decretos do estado são “para o bem do povo”. Sempre que os social-democratas pedem “sacrifícios” da população, tenha em mente que os fabianos diziam exatamente o mesmo, defendendo, segundo as próprias palavras da fabiana Beatrice Webb, a “transferência” da “emoção do serviço sacrificante” de Deus para o estado. Para os fabianos, tradições burguesas como propriedade privada e economia de mercado devem ser toleradas, mas a economia tem de ser rigidamente regulada e tributada.

Políticas redistributivistas são inegociáveis. Uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade deve ser confiscada e redistribuída para os não-produtivos. Grandes empresários devem ser submissos aos interesses do regime e, em troca, devem ser beneficiados por subsídios e políticas industriais, e também protegidos por tarifas protecionistas. No entanto, a estratégia fabiana não se resume à economia. A questão cultural é tão ou mais importante. Para os fabianos atuais, a cultura burguesa deve ser substituída por uma nova mentalidade, de cunho marxista, e a estratégia para isso consiste na imposição lenta e gradual de uma revolução cultural. Os fabianos sempre se sentiram desconfortáveis com a ideia de revolução, preferindo muito mais a “evolução” gradual produzida pelas eleições democráticas. O estado deve ser totalmente aparelhado por intelectuais partidários e jornalistas simpatizantes, de modo a garantir uma tomada hegemônica das instituições culturais e sociais do país. Daí a desconsideração pelos gulags e pela revolução armada.

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2331&fbclid=IwAR2MZDxhCe8sTzVrBKE_UpQzB_0_FmS8GGGAt_Qm6i5nXMS5Ustbx4o8HFY

By SANTANA

SANTANA - Jornalista / Bacharel em Ciência Política / Gestor em Segurança Pública e Policiamento / Pós graduado em Sociologia da Segurança Pública

Deixe um comentário